| Termo | Explicação |
|---|---|
| Aceleração | É um auxílio a startups em fase de crescimento principalmente na área comercial, através de mentoria intensiva, conexões com stakeholders e apoio estratégico. |
| Aceleradora | Programa de aceleração que oferece mentoria intensiva, conexões com investidores e apoio estratégico a startups em estágio de crescimento, em troca de participação acionária ou taxa de serviço. Tem duração limitada e ciclos bem definidos. |
| Amostragem Intencional | Critério de seleção de participantes de pesquisa qualitativa baseado na relevância teórica e na contribuição esperada para os objetivos do estudo, e não em critérios estatísticos de representatividade. Utilizada na Etapa 1 para selecionar ecossistemas e entrevistados. |
| ANP | Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Órgão regulador brasileiro que, entre outras atribuições, estabelece a Cláusula de PD&I, que determina às empresas concessionárias de petróleo e gás o investimento de um percentual mínimo de suas receitas em pesquisa, desenvolvimento e inovação. |
| ANPROTEC | Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Principal entidade representativa de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos brasileiros. Criou o sistema CERNE de certificação. Referenciada nas visitas de benchmarking da Etapa 1. |
| Assimetria de Informação | Situação em que uma das partes de uma relação possui mais informação relevante do que a outra. No contexto das contratações de startups pela Petrobras, a assimetria de informação — especialmente no domínio jurídico e regulatório — é identificada como uma das principais barreiras de acesso ao mercado. |
| Base de Dados ENFUSE | Repositório estruturado de dados sobre o ecossistema de inovação em O&G+TE, construído na Etapa 2. Integra informações sobre startups, pesquisadores, ICTs, patentes, publicações e projetos de PD&I no setor. Suporta análises de SNA, scouting tecnológico e gap analysis para subsidiar decisões estratégicas da Petrobras e do ecossistema. |
| Benchmarking | Processo sistemático de visita, pesquisa e análise de práticas adotadas por organizações ou ecossistemas de referência, com o objetivo de identificar melhores práticas replicáveis. No ENFUSE, é realizado por meio de visitas nacionais (ex.: Recife, Goiânia e Fortaleza) e internacionais (ex.: Noruega, Polônia, China e EUA). |
| Business Model Canvas | Ferramenta de gestão estratégica que organiza visualmente os componentes de um modelo de negócio em nove blocos: proposta de valor, segmentos de clientes, canais, relacionamentos, fontes de receita, recursos, atividades e parcerias-chave e estrutura de custos. Utilizada como referência na Etapa 4 do projeto. |
| Cadeia de Valor | Sequência de atividades interdependentes que transformam insumos em produtos ou serviços com valor agregado para o cliente final. No contexto do ENFUSE, a cadeia de valor do setor de O&G+TE define quais tecnologias e competências são estratégicas para o desenvolvimento de deep techs relevantes. |
| CCUS | Carbon Capture, Utilization and Storage (Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono). Conjunto de tecnologias para capturar CO₂ emitido por processos industriais, utilizá-lo ou armazená-lo geologicamente, evitando sua liberação na atmosfera. Área estratégica de inovação para o setor de O&G na transição energética. |
| CENPES | Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello. Principal unidade de pesquisa e desenvolvimento da Petrobras, responsável por conduzir projetos de inovação tecnológica e estabelecer parcerias com universidades e startups. |
| CEP — Comitê de Ética em Pesquisa | Instância responsável por avaliar e aprovar projetos que envolvam pesquisas com seres humanos, garantindo conformidade com princípios éticos. No projeto ENFUSE, os roteiros de entrevistas das Etapas 1 e 3 foram submetidos ao CEP-Unicamp para avaliação dos aspectos éticos da pesquisa, bem como de proteção aos participantes. |
| CERNE | Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos é um sistema de certificação e boas práticas para incubadoras de empresas, desenvolvido pela ANPROTEC em parceria com o SEBRAE. Ele classifica incubadoras em níveis de maturidade (1 a 4), avaliando práticas de seleção, acompanhamento, capacitação e infraestrutura. |
| Cláusula de PD&I | Obrigação regulatória imposta pela ANP às concessionárias de petróleo para investimento mínimo em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. É a base contratual que viabiliza projetos como o ENFUSE, firmados entre empresas (ex.: Petrobras) e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). |
| Climate Tech | Segmento de startups e empresas focadas em tecnologias para mitigação das mudanças climáticas e adaptação a seus efeitos. Inclui energias renováveis, eficiência energética, CCUS, hidrogênio verde, mobilidade sustentável e agricultura de baixo carbono. Subconjunto relevante do ecossistema de O&G+TE mapeado no ENFUSE. |
| Comitê Consultivo | Instância de governança do projeto ENFUSE formada por representantes da Petrobras, da Unicamp/Inova Unicamp e de parceiros estratégicos. Responsável por orientar as decisões estratégicas do projeto, validar entregas e assegurar o alinhamento entre os objetivos acadêmicos e as necessidades operacionais da empresa parceira. |
| Coworking | Espaço de trabalho compartilhado que reúne profissionais de diferentes empresas ou projetos em uma mesma infraestrutura, promovendo interação, troca de conhecimento e redução de custos. Presente em incubadoras, parques tecnológicos e hubs de inovação visitados durante o benchmarking da Etapa 1. |
| CRL | Commercial Readiness Level (Nível de Maturidade Comercial). Escala análoga ao TRL que mede o grau de prontidão de uma solução tecnológica para o mercado. Avalia aspectos como modelo de negócio, clientes validados, estrutura comercial e capacidade de escalonamento. |
| CVC — Corporate Venture Capital | Modalidade de investimento em startups realizada diretamente por grandes corporações, geralmente por meio de bancos de investimento próprios. No contexto do ENFUSE, representa uma das formas de a Petrobras e empresas do setor se relacionarem com o ecossistema empreendedor de O&G+TE. |
| Dashboard | Painel interativo de visualização de dados e indicadores desenvolvido para monitorar o desempenho e o avanço das etapas do projeto ENFUSE. Permite acompanhamento em tempo real de KPIs, produção científica, atividades de benchmarking e progresso das entregas contratuais. |
| Data Mining | Mineração de Dados é um conjunto de técnicas para descobrir padrões, tendências e relações em grandes volumes de dados. Na Etapa 2, utilizado para identificar clusters tecnológicos e relações entre atores do ecossistema de O&G+TE a partir de dados de patentes e publicações científicas. |
| Deep Cash | Plataforma digital desenvolvida como MVP na Etapa 6, que funciona como vitrine de oportunidades tecnológicas para startups do setor de O&G+TE. Consolida demandas e desafios tecnológicos da Petrobras e de parceiros, facilitando o matchmaking entre o ecossistema empreendedor e as necessidades da indústria. |
| Deep tech | Deep techs são empresas nascentes de base tecnológica que dispõem de produtos, serviços ou processos desenvolvidos a partir de pesquisas científicas e que visam resolver um ou mais problemas de ordem prática nas esferas social, econômica e/ou ambiental. Por conta disso, esses empreendimentos dependem de capital humano qualificado e de acesso à infraestrutura de pesquisa, apresentam altos níveis de risco tecnológico e comercial, longos ciclos de desenvolvimento e demandam elevados níveis de investimento em comparação com as demais startups de base tecnológica. |
| Descarbonização | Processo de redução sistemática das emissões de gases de efeito estufa em uma economia, setor ou empresa. No contexto do setor de O&G, refere-se a estratégias para reduzir a pegada de carbono das operações ao longo da cadeia produtiva, criando oportunidades para startups de climate tech. |
| Diálogo Competitivo | Modalidade de licitação pública prevista no Marco Legal das Startups que permite à Administração Pública dialogar com potenciais fornecedores antes de definir o objeto da contratação. Útil para soluções inovadoras em que o próprio requisito técnico ainda não está completamente definido. |
| Distrito de Inovação | Área urbana planejada que concentra empresas de tecnologia, startups, laboratórios, universidades e serviços de apoio em um mesmo território físico, criando economias de aglomeração e facilitando a colaboração. Modelo observado nas visitas nacionais e internacionais da Etapa 1. |
| Divulgação Científica | Atividade de comunicação que traduz conhecimento científico e tecnológico para linguagens acessíveis ao público não especialista. Tratada na Etapa 4 como estratégia para ampliar a visibilidade do projeto ENFUSE, atrair potenciais empreendedores e reforçar a relevância social da pesquisa desenvolvida. |
| Ecossistema de Inovação | Conjunto de atores, instituições, recursos e interações que criam condições favoráveis ao surgimento, desenvolvimento e escalonamento de empreendimentos inovadores. Inclui universidades, ICTs, empresas, investidores, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e órgãos governamentais. |
| Embeddings | Representações vetoriais de textos ou conceitos em espaços matemáticos de alta dimensão, usadas em modelos de aprendizado de máquina. Na Etapa 2, aplicados ao processamento de patentes para identificar similaridades tecnológicas entre projetos e startups. |
| Empreendedor Científico | O empreendedor científico é o profissional que transforma pesquisas acadêmicas em produtos, serviços ou empresas inovadoras de base tecnológica (deep techs). |
| ENFUSE | Nome do projeto: “Entrepreneurship for Future and Sustainable Energy”. Iniciativa conjunta entre Unicamp e Petrobras com duração de três anos, voltada ao desenvolvimento de metodologias e ferramentas para estimular o ecossistema empreendedor de base tecnológica nas cadeias de valor de petróleo, gás e transição energética (O&G+TE) no Brasil. |
| Entradas Petrobras | Denominação utilizada no projeto para os diferentes modelos e mecanismos de contratação atualmente utilizados pela Petrobras na interação com startups e parceiros tecnológicos. A Etapa 6 analisa essas “entradas” sob a perspectiva do empreendedor, buscando identificar gargalos e propor melhorias. |
| Entrevistas Semiestruturadas | Método de coleta de dados qualitativos que combina perguntas predefinidas com abertura para aprofundamento de temas emergentes. Utilizadas na Etapa 1 para visitas a ecossistemas de inovação nacionais e internacionais, com roteiros aprovados pelo Comitê de Ética (CEP-Unicamp). |
| Escalonamento | Processo de crescimento estruturado de uma startup, no qual o modelo de negócio é expandido de forma reproduzível e eficiente. No contexto do setor de O&G+TE, o escalonamento envolve superar barreiras de maturidade (TRL 7+) e de conformidade regulatória para operar em escala industrial. |
| Estudos de Caso Múltiplos | Estratégia de pesquisa que permite comparar práticas, estruturas e resultados de diferentes organizações ou ecossistemas. Adotada na Etapa 1 para mapear ambientes de inovação nacionais e internacionais voltados a deep techs no setor de O&G+TE. |
| ETEC — Encomenda Tecnológica | Instrumento de contratação pública que permite à Administração Pública contratar empresa para realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Previsto no Marco Legal das Startups, é um dos mecanismos mais relevantes para a contratação de deep techs por grandes empresas estatais como a Petrobras. |
| ETL | Extract, Transform, Load (Extração, Transformação e Carga) é o processo de engenharia de dados que coleta dados de fontes diversas, os transforma para um formato padronizado e os carrega em uma base de dados estruturada. Etapa crítica na construção da Base de Dados ENFUSE, envolvendo coleta de patentes, artigos e dados de pesquisadores. |
| Flow Assurance | Garantia de escoamento. Disciplina de engenharia aplicada ao transporte de petróleo e gás que busca assegurar o fluxo contínuo e eficiente de fluidos ao longo de dutos e instalações, prevenindo problemas como formação de hidratos, deposição de parafinas e corrosão. Área de aplicação de deep techs no setor de O&G. |
| Gap Analysis | Análise de lacunas é a técnica estratégica que identifica a diferença entre a situação atual e a situação desejada. Na Etapa 2, utilizada para cruzar a ‘oferta’ de competências científicas do ecossistema com a ‘demanda’ por soluções da Petrobras, revelando oportunidades de desenvolvimento. |
| Glossário Jurídico Descomplicado | Entregável da Etapa 6, elaborado em linguagem simplificada, que traduz os principais conceitos jurídicos e contratuais relevantes para empreendedores de startups deep tech que buscam estabelecer relações comerciais com a Petrobras ou outras empresas do setor. Visa reduzir a assimetria de informação no domínio legal. |
| Governança | Conjunto de estruturas, processos e normas que orientam a tomada de decisão e o controle dentro de uma organização ou ecossistema. No projeto, refere-se tanto à governança interna do ENFUSE (gestão das etapas e equipes) quanto à governança dos ecossistemas de inovação mapeados nos benchmarkings. |
| Guia Orientativo do Empreendedor | Documento metodológico desenvolvido na Etapa 6 do ENFUSE com linguagem acessível, destinado a orientar empreendedores de deep tech sobre as etapas, instrumentos e boas práticas para acessar o mercado de O&G+TE e estabelecer contratos com grandes empresas como a Petrobras. |
| Hidrogênio Verde | Hidrogênio produzido a partir da eletrólise da água com energia renovável, sem emissão de carbono. Considerado um dos combustíveis-chave para a descarbonização de setores de difícil eletrificação, como petróleo, gás, transporte pesado e indústria química. |
| Hub de Inovação | Espaço ou estrutura institucional que concentra e articula atores do ecossistema de inovação — empresas, startups, pesquisadores e investidores — facilitando colaborações, troca de conhecimento e desenvolvimento tecnológico conjunto. |
| ICT | Instituição de Ciência e Tecnologia. Órgão ou entidade pública ou privada, sem fins lucrativos, que realiza atividades de pesquisa básica, aplicada ou de desenvolvimento tecnológico. No projeto ENFUSE, a Unicamp (por meio da Inova Unicamp) atua como ICT parceira da Petrobras. |
| Incamp | Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp, integra o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e é gerenciada pela Inova Unicamp. Apoia o desenvolvimento de empresas de base tecnológica por meio de seu programa de incubação. A Incamp é certificada CERNE 4 e serve como referência metodológica de incubação para o projeto ENFUSE. |
| Incubadora | Estrutura de apoio a empreendimentos em fase inicial que oferece infraestrutura física, mentoria, suporte técnico e administrativo. No projeto ENFUSE, a Incamp (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp) serve como referência de boas práticas de formação e desenvolvimento de startups. |
| Index Ordinatio | Índice utilizado para priorização de artigos científicos para revisões sistemáticas de literatura, de autoria de Pagani, Pedroso e Santos (2023), que combina três critérios: fator de impacto do periódico, número de citações e ano de publicação. Adotado na Etapa 2 para classificar e ranquear a relevância dos artigos recuperados nas revisões sistemáticas do projeto ENFUSE. |
| Inova Unicamp | Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas, responsável pela gestão da propriedade intelectual, licenciamento de tecnologias, apoio a spin-offs e parcerias com o setor produtivo. É a entidade gestora do projeto ENFUSE no âmbito da Unicamp. |
| Instituições de Fomento | Organismos públicos ou mistos que financiam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação por meio de subsídios, empréstimos reembolsáveis ou subvenções. No Brasil, incluem FINEP, BNDES e FAPs estaduais (ex.: FAPESP). Mapeadas como fontes de capital para deep techs no ecossistema de O&G+TE. |
| IRL | Innovation Readiness Level é o Nível de Prontidão para Inovação, uma escala análoga ao TRL que avalia o grau de maturidade de uma inovação em relação ao seu ambiente de adoção institucional e organizacional, considerando aspectos como capacidade de gestão, aceitação de mercado e infraestrutura de suporte. |
| Jornada Empreendedora | Processo estruturado de formação, capacitação e apoio ao empreendedor desde a identificação de oportunidades até o escalonamento de seu empreendimento. No ENFUSE, relaciona-se diretamente às Etapas 3 (prospecção), 4 (formação) e 6 (contratação), compondo um itinerário completo de desenvolvimento. |
| KPI | Key Performance Indicator (Indicador-Chave de Desempenho). Métrica quantitativa ou qualitativa usada para monitorar o progresso em direção a objetivos estratégicos. Na Etapa 2, KPIs medem a performance inovativa do ecossistema de O&G+TE; na Etapa 5, orientam a avaliação multicritério de projetos de PD&I. |
| Lei das Estatais | Lei n.º 13.303/2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista. Regula os processos de licitação e contratação da Petrobras, estabelecendo restrições e exigências que afetam diretamente a contratação de startups e soluções inovadoras. |
| LGPD | Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n.º 13.709/2018). Regula o tratamento de dados pessoais por organizações públicas e privadas no Brasil. Relevante para o projeto nas etapas de coleta de dados primários (questionários e entrevistas) e no desenvolvimento de plataformas digitais como a base de dados ENFUSE. |
| Marco Legal das Startups | Lei Complementar n.º 182/2021, que institui o Marco Legal das Startups e do empreendedorismo inovador no Brasil. Cria mecanismos jurídicos específicos para facilitar a contratação de startups pelo poder público, incluindo o Sandbox Regulatório, a Encomenda Tecnológica e o Diálogo Competitivo. |
| Marco Legal de CT&I | Lei n.º 13.243/2016, que dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação. Constitui a base normativa para parcerias entre ICTs e empresas privadas, transferência de tecnologia e uso de infraestrutura pública para fins de inovação. |
| Modelagem de Negócios | Modelagem de negócios se caracteriza como uma abordagem prática e ordenada para entender, analisar e melhorar processos que sustentam uma empresa. (Steve Blank) |
| Modelo de Negócio (MN) | Arquitetura lógica que descreve como uma organização cria, entrega e captura valor. Para deep techs, os modelos de negócio são caracterizados por múltiplos pivôs, hibridização (combinação de fontes de receita) e forte coevolução com a tecnologia subjacente. |
| MoSCoW | Método de priorização de requisitos: Must have (obrigatório), Should have (importante), Could have (desejável) e Won’t have (fora do escopo). Usado na Etapa 2 para categorizar os atores do ecossistema que seriam modelados na base de dados. |
| MVP | Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável). Versão simplificada de um produto ou serviço com funcionalidades suficientes para testar hipóteses de mercado com o mínimo de esforço. No projeto, o DeepCash foi desenvolvido como MVP de vitrine de oportunidades para startups. |
| NDA | Non-Disclosure Agreement (Acordo de Confidencialidade). Instrumento jurídico que estabelece obrigações de sigilo entre as partes envolvidas em uma negociação ou parceria, sendo um dos primeiros instrumentos formais na jornada de contratação entre startups e grandes empresas como a Petrobras. |
| NLP / PLN | Natural Language Processing / Processamento de Linguagem Natural. Área da inteligência artificial que analisa e interpreta textos. Utilizado na Etapa 2 para análise automática de patentes e artigos científicos, apoiando o mapeamento do ecossistema de deep techs no setor de O&G+TE. |
| O&G+TE | Abreviação de Óleo & Gás + Transição Energética. Define o escopo setorial do projeto ENFUSE, englobando tanto a cadeia produtiva tradicional do petróleo e gás quanto as tecnologias e negócios voltados à transição para fontes de energia mais limpas e sustentáveis. |
| Parque Tecnológico | Complexo físico planejado que reúne empresas, startups, laboratórios e centros de pesquisa em um mesmo território, favorecendo a interação entre academia e indústria e a transferência de tecnologia para transformar o conhecimento científico em produtos e serviços inovadores. Exemplos visitados no projeto: BioPark (PR), PaqTcPB (PB), Metrópole Digital (RN). |
| PD&I / P&D+I | Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Conjunto de atividades que geram conhecimento científico e tecnológico e o transformam em produtos, processos ou serviços inovadores. Refere-se às obrigações regulatórias da ANP e às atividades desenvolvidas pelas equipes de cada etapa. |
| Pivotagem | Mudança estratégica no modelo de negócio de uma startup, mantendo os ativos tecnológicos e científicos desenvolvidos. É considerada a norma (e não a exceção) no ciclo de vida de deep techs, onde a incerteza técnica e de mercado é elevada. |
| Propriedade Intelectual (PI) | Conjunto de direitos sobre criações do intelecto humano, incluindo patentes, direitos autorais, marcas, desenhos e segredos industriais. A definição de titularidade e exploração de PI é um ponto crítico nos contratos entre startups e grandes empresas — o projeto mapeia “zonas de atrito” nesse tema. |
| RAG | Retrieval-Augmented Generation é a técnica de inteligência artificial que combina recuperação de documentos com geração de texto por modelos de linguagem. Mencionada como possibilidade de implementação futura na inteligência da Base de Dados ENFUSE, visando permitir consultas em linguagem natural sobre o ecossistema de O&G+TE. |
| Roadmap Contratual | Metodologia estruturada desenvolvida na Etapa 6 do ENFUSE para orientar a contratação de soluções tecnológicas de startups pela Petrobras. Define fases, critérios de transição entre níveis de TRL/CRL, modelos contratuais adequados a cada etapa e instrumentos de mitigação de risco. |
| RSL — Revisão Sistemática da Literatura | Metodologia de pesquisa bibliográfica que segue critérios explícitos e replicáveis para identificar, selecionar, avaliar e sintetizar estudos sobre um determinado tema. No ENFUSE, utilizada nas Etapas 2, 3, 4 e 6 para fundamentar definições, identificar lacunas e construir bases conceituais. |
| SAF | Sustainable Aviation Fuel (Combustível de Aviação Sustentável). Combustível para aviação produzido a partir de fontes renováveis ou resíduos, com menor emissão de carbono em comparação ao querosene convencional. Identificado como oportunidade emergente de negócio no ecossistema de O&G+TE mapeado pela Etapa 2. |
| Sandbox Regulatório | Mecanismo previsto no Marco Legal das Startups que permite testar, em ambiente controlado e por prazo determinado, modelos de negócio inovadores que dependem de regulação ainda não existente. Reduz o risco regulatório para startups em setores fortemente regulados como o de energia. |
| Scouting Tecnológico | Atividade sistemática de identificação e mapeamento de tecnologias emergentes e startups com potencial de aplicação em determinado setor. Na base de dados da Etapa 2, uma das aplicações previstas é o scouting para identificar soluções tecnológicas relevantes para o portfólio da Petrobras. |
| Segurança Jurídica | Princípio que garante previsibilidade e estabilidade nas relações jurídicas e contratuais. No contexto do ENFUSE, refere-se à necessidade de que instrumentos contratuais utilizados com startups sejam claros, legalmente robustos e protejam os interesses de todas as partes envolvidas. |
| SNA | Social Network Analysis é a metodologia de análise de grafos aplicada ao mapeamento de redes de colaboração científica e tecnológica. Utilizada pela Etapa 2 para identificar comunidades de pesquisa, inventores centrais e padrões de colaboração entre pesquisadores, empresas e ICTs no setor de O&G+TE. |
| Spin-off | Empresa criada a partir do conhecimento gerado em um ambiente acadêmico ou corporativo, com o objetivo de comercializar tecnologias ou pesquisas desenvolvidas nesse contexto. Portanto, spin-offs podem ou não possuir uma base tecnológica. Algumas empresas-filhas da Unicamp são exemplos de spin-offs acadêmicas, pois foram fundadas a partir de um conhecimento desenvolvido na Unicamp. |
| Stakeholders | Partes interessadas num projeto ou processo — incluindo equipes internas, clientes, parceiros, órgãos regulatórios e investidores. No Roadmap Contratual (Etapa 6), o mapeamento de stakeholders é uma das etapas metodológicas para garantir que todos os atores relevantes sejam considerados nas decisões contratuais. |
| Startup | Organização temporária projetada para desenvolver um produto ou serviço inovador sob condições de extrema incerteza, buscando um modelo de negócio repetível e escalável. Caracteriza-se por estrutura enxuta, alta intensidade tecnológica e dinâmica ágil de validação de hipóteses. |
| TC — Termo de Cooperação | Instrumento jurídico de parceria entre ICTs e empresas para o cumprimento da Cláusula de PD&I da ANP. Permite a realização conjunta de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com definição de responsabilidades, propriedade intelectual e compartilhamento de resultados. |
| Transferência de Tecnologia | Processo pelo qual tecnologias, conhecimentos e competências desenvolvidos em ICTs ou empresas são disponibilizados a terceiros, mediante licenciamento de patentes, contratos de know-how ou criação de spin-offs. É um dos eixos estratégicos da Inova Unicamp e tema central nas análises jurídicas da Etapa 6. |
| TRL | Technology Readiness Level (Nível de Maturidade Tecnológica). Escala de 1 a 9 que mede o grau de desenvolvimento e validação de uma tecnologia, do estágio conceitual (TRL 1) até a comprovação em ambiente operacional real (TRL 9). Utilizada no projeto para definir fases do Roadmap Contratual e critérios de transição entre etapas. |
| VC — Venture Capital | Capital de risco. Modalidade de investimento em startups com alto potencial de crescimento, em troca de participação acionária. Os fundos de VC assumem risco elevado em troca de retornos expressivos. No projeto, analisado como mecanismo complementar ao financiamento público de deep techs do setor de O&G+TE. |
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